O silêncio adequado facilita uma comunicação mais suave
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Quando se discute comunicação, pensa-se naturalmente na linguagem e nos gestos, talvez até temendo silêncios constrangedores. No entanto, o silêncio em si é uma ferramenta potente para a conexão.
Duas pessoas envolvidas numa discussão acalorada, cada uma tentando persuadir a outra, muitas vezes se separam frustradas. Nesses momentos, uma pausa oportuna pode produzir melhores resultados.O professor Goodman, da Universidade da Califórnia, observou certa vez: «O silêncio regula o ritmo da fala e da escuta. Sem ele, não pode haver comunicação.» O silêncio marca o início da racionalidade, levando ambas as partes a uma reflexão calma. Além disso, aqueles que não conseguem abraçar o silêncio inevitavelmente têm dificuldade em ouvir — mas como alguém pode se comunicar sem entender o outro? Como observou um filósofo, meio em tom de brincadeira: «A natureza nos deu uma boca e dois ouvidos precisamente para que pudéssemos ouvir mais e falar menos.»Além disso, manter o silêncio de forma criteriosa pode, por vezes, ter mais peso do que um discurso apaixonado; as palavras ditas após uma pausa recebem mais atenção. No entanto, o momento do silêncio não é fixo; pode ocorrer no início, no meio ou mesmo no final de uma conversa.O princípio geral é «desviar a ponta afiada» — avaliar a urgência com que a outra parte deseja expressar as suas opiniões, permitir que ela fale à vontade e conceder a si mesmo tempo suficiente para ouvir e refletir. Isso promove um sentimento de respeito na outra pessoa, ao mesmo tempo que permite que você mantenha uma postura composta e segura. Naturalmente, a moderação é fundamental: se o silêncio se prolongar a ponto de causar desconforto mútuo, introduza prontamente um tópico para quebrar o impasse.
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