Homens que reprimem a raiva por longos períodos são propensos a doenças cardíacas
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Doenças cardíacas
Confrontados com injustiças no local de trabalho, muitos suportam o ressentimento em silêncio, em vez de os confrontar. Psicólogos suecos publicaram uma investigação no British Journal of Epidemiology and Public Health indicando que a supressão prolongada da raiva aumenta significativamente o risco de doenças cardíacas nos homens.
Pesquisa: 80% dos profissionais sofrem de problemas psicológicos
Estatísticas de centros de intervenção indicam que, no ano passado, foram realizadas 1.600 sessões de aconselhamento psicológico, predominantemente para indivíduos no local de trabalho. Professores e funcionários públicos apresentaram as preocupações psicológicas mais pronunciadas, representando 40% das pessoas que procuraram ajuda.Isto indica que os profissionais ativos constituem um grupo de alto risco para distúrbios psicológicos, apresentando taxas significativamente mais elevadas de somatização, sintomas obsessivo-compulsivos, depressão, ansiedade e paranóia em comparação com a população em geral.
Reprimindo a frustração e a tristeza
Constanze Reinwebber, psicóloga do Instituto de Investigação do Stress da Universidade de Estocolmo, liderou uma equipa de investigação na realização de um estudo longitudinal entre 1992 e 1995. Eles selecionaram 2.755 homens de 20 instituições médicas especializadas.
Os inquiridos foram questionados por meio de um questionário sobre suas reações a tratamentos injustos por parte de superiores ou colegas de trabalho: confrontar o problema de frente, suportá-lo silenciosamente, afastar-se ou descarregar a raiva em casa.
Todos os participantes estavam livres de doenças cardíacas no início do estudo. No final de 2003, 47 inquiridos tinham desenvolvido doenças cardíacas ou morrido por causas cardíacas.
A BBC noticiou no dia 24 que os investigadores descobriram que os indivíduos que frequentemente optavam por «aguentar em silêncio» ou «afastar-se» tinham o dobro da incidência de doenças cardíacas em comparação com aqueles que enfrentavam a injustiça «revidando». No entanto, aqueles que optaram por «desabafar a sua raiva em casa» não apresentaram aumento do risco de doenças cardíacas.
Explicação científica
Os investigadores acreditam que o ressentimento reprimido, se não for libertado, causa tensão física, levando ao aumento da pressão arterial e, em última instância, prejudicando o sistema cardiovascular.
As suas conclusões estão em consonância com um estudo publicado no ano passado no Journal of Occupational and Environmental Medicine, que indicou que um chefe autoritário ou incompetente aumenta o risco de doenças cardíacas e mortalidade dos subordinados.
Lene Weber comentou: «Acredito que os homens são menos hábeis em lidar com conflitos. A questão não está nos seus pensamentos, mas nas suas reações instintivas.»
Judy O'Sullivan, enfermeira sénior da British Heart Foundation, afirmou: «O stress em si não representa uma ameaça direta ao coração ou ao sistema circulatório. No entanto, certas respostas ao stress — como fumar ou reagir exageradamente — podem elevar os riscos à saúde.»
O'Sullivan acrescentou: «Descobrimos que o stress se manifesta de várias formas, mas é vital desenvolver mecanismos positivos para lidar com as pressões do trabalho e da família.»
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