O que define um sémen saudável nos homens? 10 fatores que determinam a saúde do sémen
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O sémen refere-se ao fluido expelido pela uretra durante a ejaculação masculina (que ocorre normalmente durante o clímax sexual). O sémen normal é uma mistura viscosa composta por espermatozoides e plasma seminal. Os espermatozoides são produzidos nos testículos, amadurecem no epidídimo e são transportados através dos canais deferentes.O plasma seminal é composto principalmente por uma mistura secretada por glândulas acessórias, como a próstata, as vesículas seminais e as glândulas bulbouretrais, juntamente com pequenas contribuições do fluido testicular e do fluido epididimário. Em circunstâncias normais, os espermatozoides e os componentes do plasma seminal permanecem distintos. Durante a ejaculação, eles se combinam para formar o sémen.
A qualidade do sémen tem impacto direto na saúde futura dos filhos. Como todos os homens desejam ter filhos saudáveis, é essencial monitorizar rigorosamente a qualidade do sémen. Uma observação atenta revela variações: alguns homens produzem sémen amarelado, outros branco leitoso e, ocasionalmente, até esverdeado. Existe um padrão de sémen saudável para referência.
1. Volume: Normal ≥2 ml. Volumes superiores a 7 ml são excessivos, reduzindo a densidade espermática e aumentando o vazamento da vagina, diminuindo assim a contagem total de espermatozoides. Isso é comumente observado na vesiculite seminal. Volumes abaixo de 2 ml indicam sêmen insuficiente, embora normalmente menos de 1 ml seja considerado deficiente.Isto reduz a área de contacto com o trato reprodutor feminino ou impede a entrada do esperma no colo do útero devido à viscosidade, podendo causar infertilidade. As causas comuns incluem inflamação grave das glândulas acessórias, baixos níveis de testosterona, obstrução do ducto ejaculatório ou ejaculação retrógrada.
2. Cor: O sémen normal apresenta uma cor branco-acinzentada ou ligeiramente amarelada. Uma tonalidade branco-leitoso ou verde-amarelada sugere inflamação no trato reprodutor ou nas glândulas acessórias. A presença de cor rosa, vermelha ou de glóbulos vermelhos ao microscópio indica sémen com sangue, comum em casos de inflamação das glândulas acessórias ou da uretra posterior e, ocasionalmente, em casos de tuberculose ou tumores.
3. Acidez: O pH normal do sémen varia entre 7,2 e 7,8.Valores abaixo de 7,2 indicam obstrução do ducto ejaculatório ou contaminação por urina; valores acima de 7,8 sugerem inflamação da vesícula seminal ou uma amostra envelhecida. 4. Tempo de liquefação: Após a ejaculação, o sémen inicialmente coagula num estado gelatinoso devido à coagulase da vesícula seminal. Em 15 a 30 minutos, as enzimas de liquefação prostática convertem este gel num estado líquido — um processo denominado liquefação.A falha na liquefação dentro de 30 minutos após a ejaculação constitui uma anomalia. 5. Viscosidade: ao levantar suavemente uma haste de vidro mergulhada no sémen liquefeito, deve formar-se um fio de sémen, normalmente com menos de 2 cm de comprimento. 6. Contagem de espermatozoides: normalmente expressa como espermatozoides por mililitro de sémen. Contagem normal ≥ 20 × 10⁶/ml.Valores abaixo disso indicam oligospermia, observada em condições como disfunção espermatogênica. Isso pode reduzir o acesso dos espermatozoides à cavidade uterina e às trompas de Falópio, levando à subfertilidade ou infertilidade. Uma contagem superior a 250 × 10⁶/ml constitui polizoospermia; a motilidade prejudicada nesses casos também pode causar infertilidade.
7. Morfologia do esperma: ≥50% dos espermatozoides devem apresentar morfologia normal; desvios podem causar infertilidade.
8. Motilidade: ≥50% dos espermatozoides devem demonstrar movimento rápido e em linha reta para a frente.
9. Taxa de sobrevivência: normalmente avaliada dentro de uma hora após a ejaculação, com ≥50% de espermatozoides viáveis. As causas comuns de redução da motilidade e sobrevivência incluem inflamação das glândulas acessórias, varicocele, síndrome de imobilidade ciliar devido a infecções respiratórias crónicas, presença de anticorpos antiespermatozoides no sémen ou armazenamento inadequado da amostra.
10. Leucócitos: O sémen normal contém <1×10⁶/ml de leucócitos. Contagens elevadas de leucócitos indicam infecção no trato reprodutor ou nas glândulas acessórias.
Em comparação com fluidos corporais como saliva, fluidos gastrointestinais e sangue, o sémen possui o odor mais pronunciado.O sémen constitui uma mistura complexa. Além dos espermatozoides, o plasma seminal compreende fluido prostático, fluido epididimário, fluido da vesícula seminal e diversas secreções da uretra e dos canais deferentes. O odor característico do sémen normal deriva da oxidação de uma substância química denominada espermidina, produzindo um aroma que lembra flores de castanheiro. A espermidina está entre os constituintes cruciais das secreções da próstata.A oxidação da espermidina requer a participação do fluido das vesículas seminais. O fluido prostático obtido por meio de massagem retal normalmente não possui o odor característico presente no sémen ejaculado naturalmente. Assim, o aroma distinto da ejaculação normal origina-se da próstata, mas só é liberado com o envolvimento do fluido das vesículas seminais. A ausência desse odor específico no sémen geralmente indica comprometimento da função prostática, com muitos pacientes com problemas na próstata apresentando sémen sem esse aroma característico.
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