Cuidado! Paranóia grave em idosos pode indicar doença
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«Por que é que a minha mãe anda a suspeitar que as pessoas lhe roubam as coisas? Ela nem confia na própria filha. O que se passa?» A Sra. Li confidenciou-me com evidente preocupação, pois a sua mãe, com mais de 70 anos, tinha-se tornado tão desconfiada que a família já tinha trocado três cuidadoras.
Nas clínicas psiquiátricas e psicológicas, as consultas relacionadas com a «desconfiança dos idosos» são comuns, e essa tendência parece intensificar-se com o avanço da idade.
Na verdade, o aumento da desconfiança é principalmente um estado psicológico comum entre os idosos. Com o avanço da idade, a perda de audição e visão pode dificultar o processamento de informações, tornando os indivíduos propensos a suposições subjetivas e credulidade em relação a boatos. Além disso, os idosos costumam ter círculos sociais menores e foco mais restrito; ouvir discussões familiares pode ser interpretado erroneamente como fofoca sobre si mesmos, enquanto um comentário inadvertidamente duro de um filho pode desencadear ansiedades infundadas.
É importante notar, no entanto, que a suspeita excessiva nos idosos requer não apenas compreensão e cuidados atenciosos dos familiares, mas também vigilância contra possíveis condições de saúde mental subjacentes. A mais comum delas é a demência, em que os indivíduos não apenas apresentam perda de memória, mas também frequentemente desenvolvem delírios — como acreditar que outras pessoas estão a roubar seus pertences ou a conspirar contra eles. Outros problemas psicológicos também podem manifestar sintomas semelhantes.
Portanto, se um idoso suspeitar persistentemente que outras pessoas estão a roubá-lo ou a espalhar boatos sobre ele, ou acreditar que tem uma doença grave, deve procurar imediatamente um especialista em saúde mental ou uma clínica de psicologia. Com o tratamento adequado, a condição geralmente melhora significativamente.
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