Quantas roupas os bebés devem usar no outono? Evite agasalhar demais e causar doenças
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O outono chegou, trazendo um clima mais frio e dando início à estação em que as mães se preocupam com os seus bebés apanharem frio. Muitas mães temem que os seus filhos tenham imunidade fraca, pouca autorregulação da temperatura corporal e resistência inadequada ao frio, acreditando que agasalhá-los bem é a abordagem mais segura. Essa mentalidade se intensifica após resfriados ou febres, com algumas insistindo em «suar a doença». Devemos informar as mães de forma responsável: agasalhar demais os bebés, na verdade, aumenta a sua suscetibilidade a doenças.
Problemas de saúde comumente desencadeados por vestir os bebés com roupas excessivas:
1. Síndrome de superaquecimento
Os corpos dos bebés, restringidos por camadas grossas, têm dificuldade em dissipar o calor gerado. A temperatura dentro das suas roupas aumenta constantemente. As crianças pequenas, sem capacidade de expressão verbal, podem sofrer exposição prolongada a altas temperaturas, levando a febre alta, desidratação, privação de oxigénio, inconsciência e até mesmo falência respiratória ou circulatória.Esta é uma condição com «características chinesas» distintas, mais comum em recém-nascidos e bebés. Alguns bebés sobrevivem à reanimação, mas ficam com danos cerebrais irreversíveis.
2. Maior suscetibilidade a constipações e febre
O excesso de roupa faz com que os bebés transpiram. Se os pais não perceberem isso e não ajustarem a roupa prontamente, a exposição a correntes de ar frio pode causar calafrios. A prática de embrulhar os bebés para que transpiram e baixem a febre é particularmente perigosa. O calor retido pode fazer com que a temperatura corporal suba persistentemente, podendo ultrapassar os 42 °C. A transpiração profusa durante um curto período de tempo também pode resultar em desidratação e choque.
3. Potenciais problemas de pele
O metabolismo naturalmente vigoroso das crianças, combinado com roupas excessivas que causam aumento da transpiração, aumenta a suscetibilidade a doenças de pele, como brotoeja, foliculite, eczema e impetigo.
4. Impacto no crescimento e desenvolvimento
O uso excessivo de agasalhos restringe os movimentos e limita significativamente as habilidades motoras, podendo levar a um atraso no desenvolvimento motor. A luxação do quadril, notavelmente mais prevalente nas regiões do norte do que nas do sul, pode estar relacionada ao fato de as crianças em climas mais frios usarem várias camadas de roupa que imobilizam os membros inferiores em posições não naturais.
Roupas adequadas para bebés:
1. Bebés com menos de um ano têm uma área corporal relativamente grande, dissipando calor rapidamente enquanto seus corpos geram calor insuficiente. Portanto, eles devem usar mais camadas quando estiverem ao ar livre em climas frios, seguindo a orientação de "uma camada a mais do que um adulto".
2. As crianças com mais de três anos podem expressar os seus próprios níveis de conforto. Se não sentirem frio, não há necessidade de camadas excessivas. Podem usar a mesma quantidade que os adultos, ou até um pouco menos, pois costumam ser ativas. O exercício adequado para aumentar a resistência ao frio pode fortalecer a sua constituição e reduzir a suscetibilidade a doenças — este é o princípio por trás do velho ditado «agasalhe-se na primavera, vista-se levemente no outono».
Dicas práticas para vestir bebés:
1. Avaliar as camadas de roupa adequadas:
Os bebés têm corações mais pequenos com contrações mais fracas, bombeando menos sangue para as extremidades. Isto pode causar uma sensação de frio nas mãos e nos pés — um fenómeno normal. Bebés vestidos adequadamente terão pescoço, peito e costas quentes, mas sem suor, com mãos e pés a uma temperatura moderada (ligeiramente mais fria do que as costas).
2. O método de vestir em camadas para aquecer sem volume: «A técnica da cebola»
Como o nome sugere, esta abordagem envolve vestir várias camadas, como uma cebola. Escolha peças de roupa de algodão puro, macias, respiráveis e que absorvam a humidade para a camada interior. A camada intermédia proporciona isolamento, enquanto a camada exterior deve ser impermeável e à prova de vento para se adaptar às mudanças climáticas.Dependendo da ocasião e da temperatura, as camadas podem ser adicionadas ou removidas conforme necessário. Acessórios como chapéus, meias, luvas e cachecóis podem ser incorporados quando necessário. Em comparação com uma única peça de roupa exterior volumosa, esta abordagem oferece conforto e flexibilidade, proporcionando calor sem volume excessivo.Manter as costas do bebé quentes ajuda a prevenir doenças e reduz a probabilidade de constipações. O abdómen está ligado ao baço e ao estômago; se a barriga do bebé ficar fria, isso pode enfraquecer esses órgãos, levando a falta de apetite, indigestão ou diarreia. Além disso, os pés contêm numerosos nervos e pontos de acupuntura, tornando-os altamente sensíveis às temperaturas externas. Negligenciar mantê-los quentes pode causar certas doenças.
As «duas áreas frias» referem-se à cabeça e ao peito.Um terço do calor corporal de um bebé é dissipado através da cabeça. O calor excessivo na cabeça pode causar inquietação, tonturas e confusão mental — o que a medicina tradicional chinesa denomina «calor». Portanto, garantir a dissipação adequada do calor da cabeça é crucial. Roupas excessivamente grossas ou volumosas podem comprimir o peito, prejudicando a respiração normal e a função cardíaca. O calor excessivo também pode induzir inquietação e calor interno. Assim, manter a área do peito fresca e confortável é essencial.
Amar o seu bebé significa vesti-lo confortavelmente, em vez de com roupas pesadas. Os pais devem prestar muita atenção à temperatura do seu filho, ajustando as roupas prontamente para evitar que o «frio da mãe» comprometa a sua saúde.
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