Incrível! O controlo de peso está relacionado com este fator
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É sabido que diferentes indivíduos absorvem nutrientes dos mesmos alimentos em taxas variadas. Alguns podem absorver 80% dos nutrientes após comer, enquanto outros absorvem apenas 40%, separando assim os «gordos» dos «magros». O que pode causar essa disparidade? Hoje apresentamos os mensageiros do nosso trato gastrointestinal: a microbiota intestinal.
Os alimentos que consumimos entram em contacto com a microbiota intestinal no trato digestivo. Esses microrganismos compreendem bactérias benéficas e nocivas, capazes de regular a nossa constituição física e o nosso estado emocional.
I. A relação entre a microbiota intestinal e a obesidade
Primeiro, considere este conjunto de imagens
A perspetiva do investigador é que a composição estrutural da microbiota intestinal influencia a utilização dos alimentos, afetando diretamente a eficiência de absorção do corpo e, assim, produzindo indivíduos «gordos» e «magros».
Considere este caso de investigação: irmãs gémeas idênticas no estado de Washington tinham uma semelhança física impressionante, mas exibiam tipos de corpo totalmente contrastantes — uma era extremamente obesa, enquanto a outra permanecia notavelmente magra.
Os cientistas transplantaram bactérias intestinais das gémeas para ratos livres de germes criados em condições idênticas. Depois de alimentar os ratos com uma dieta pobre em gordura e rica em fibras, surgiram mudanças dramáticas: o rato que recebeu bactérias da gémea mais pesada tornou-se tragicamente obeso, enquanto o rato que recebeu bactérias da gémea mais magra permaneceu magro.
Assim, observamos que, se o intestino de uma pessoa abriga bactérias propensas ao acúmulo de gordura, pode ocorrer ganho de peso mesmo com a redução da ingestão de alimentos; por outro lado, se uma pessoa possui bactérias propensas à magreza, o consumo substancial pode resultar em pouco ganho de peso.
II. O conceito de bactérias intestinais
O corpo humano abriga vastas comunidades microbianas de longa duração, principalmente a microbiota intestinal.Mais de 50% do peso seco das nossas fezes diárias consiste nessas bactérias e seus restos. Esses microrganismos existem em uma relação simbiótica com o nosso corpo. Essa comunidade microbiana é categorizada em bactérias comensais, patógenos oportunistas e bactérias patogénicas. Algumas são benéficas para a nossa saúde, enquanto outras são prejudiciais.
Bactérias promotoras de gordura e bactérias adelgaçantes —
Pesquisas revelaram que indivíduos com obesidade tendem a abrigar uma abundância desproporcionalmente alta de bactérias no intestino pertencentes ao filo Firmicutes, que também chamamos de «bactérias promotoras de gordura». Por outro lado, aqueles com uma constituição mais magra normalmente possuem uma maior prevalência de bactérias do filo Bacteroidetes, que podemos chamar de «bactérias adelgaçantes». A sua composição corporal — seja com excesso de peso ou magra — é influenciada pelo equilíbrio entre esses dois tipos de bactérias.
III. O papel da microbiota intestinal
Os alimentos, a microbiota intestinal e a nutrição formam uma tríade interdependente.Os alimentos formam comunidades bacterianas no intestino, enquanto estas comunidades absorvem nutrientes, fornecem vitaminas e minerais e fortalecem o sistema imunitário. Localizada no trato digestivo, a microbiota intestinal é responsável pela produção de 90% da serotonina no corpo. Esta serotonina influencia o sistema nervoso central através da corrente sanguínea. Como neurotransmissor no cérebro, a serotonina regula a excitação mental e determina o bem-estar emocional.Indivíduos com baixos níveis de serotonina são propensos à depressão, impulsividade, abuso de álcool, tendências suicidas, agressividade e comportamento violento. Por isso, o intestino é denominado o «segundo cérebro» ou «cérebro intestinal». Consequentemente, quando ocorre excesso de comida ou disfunção gastrointestinal, o cérebro intestinal e a microbiota intestinal são afetados ou sofrem regulação, levando a alterações emocionais ou comportamentais no corpo.
IV. Proteção diária da microbiota intestinal
1. Consuma alimentos ricos em fibra alimentar. Exemplos incluem grãos integrais, cogumelos, algas marinhas, cogumelos auriculares e verduras folhosas, que promovem o crescimento de bactérias benéficas.O alho e a curcuma também contêm prebióticos abundantes que ajudam na proliferação de bactérias benéficas. 3. Consuma alimentos ricos em pectina. A pectina, um polissacarídeo não amiláceo abundante em frutas como maçãs, bagas de espinheiro e bananas, fornece energia para as bactérias intestinais benéficas, promovendo o seu crescimento e proliferação. Além disso, a decomposição da pectina produz ácidos gordos de cadeia curta que inibem o crescimento de bactérias nocivas.
4. Mantenha uma dieta leve. Limite o consumo de alimentos ricos em açúcar, sal e gordura, bem como alimentos ricos em amido e difíceis de digerir, como bolos de feijão mungo e arroz glutinoso. Evite também tabaco, álcool, café, chá forte, alimentos crus/frios e pratos crus, duros ou picantes.
5. Faça refeições menores e mais frequentes. Mantenha horários regulares para as refeições e evite alimentos excessivamente duros, indigestíveis ou irritantes.
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