O vinho tinto não é necessariamente nutritivo, nem o vinho branco é necessariamente prejudicial à saúde. Desmistificando 14 mitos enganosos sobre o consumo de álcool.
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O vinho tinto é amplamente considerado uma bebida excelente para manter a aparência jovem e retardar o envelhecimento. Na verdade, se uma bebida alcoólica é prejudicial ou benéfica depende inteiramente da moderação. Hoje, vamos desmistificar alguns mitos comuns sobre o álcool.
Mito 1: Misturar álcool com refrigerantes está na moda
Misturar bebidas alcoólicas com refrigerantes tornou-se um hábito de consumo moderno. Vinho tinto com Sprite, uísque com chá preto gelado, cerveja com cola... as combinações são infinitas. Como essas misturas têm menor teor alcoólico, parecem mais refrigerantes, tornando-as as favoritas de muitos.No entanto, os especialistas alertam que as bebidas carbonatadas normalmente utilizadas para misturar libertam gás carbónico no estômago, forçando o álcool a entrar rapidamente no intestino delgado. O intestino delgado absorve o álcool muito mais rapidamente do que o estômago, aumentando assim os danos.
Além disso, misturar bebidas com álcool pode parecer diluir a força, mas muitas vezes leva ao consumo excessivo. Inicialmente, os bebedores percebem isso como apenas consumir uma bebida e consomem livremente. Quando percebem os efeitos do álcool, já beberam demais.
Mito 2: Bebidas destiladas brancas são prejudiciais, vinho tinto é nutritivo
Muitos acreditam que bebidas destiladas brancas são prejudiciais à saúde, enquanto o vinho tinto é benéfico e pode ser consumido em maiores quantidades. A noção de que o vinho tinto promove a saúde está há muito tempo profundamente enraizada na percepção pública.Os supostos benefícios do vinho tinto têm sido amplamente divulgados nos últimos anos, incluindo a prevenção de doenças cardíacas, Alzheimer e Parkinson. No entanto, essa visão não se aplica a pessoas com doença hepática alcoólica. O vinho tinto contém álcool, e o efeito cumulativo desse álcool não traz benefícios à saúde, mas sim danos ao fígado. Portanto, seja o álcool proveniente do baijiu, da cerveja ou do vinho tinto, as consequências são idênticas.
Os especialistas indicam que o consumo semanal de álcool não deve exceder 140 gramas para homens e 70 gramas para mulheres, pois exceder esses limites aumenta o risco de doença hepática alcoólica. 140 gramas de álcool equivalem a 3-4 liang (aproximadamente 150-200 ml) de baijiu com 50% de teor alcoólico. Isso significa que os homens adultos não devem exceder 3-4 liang de baijiu com 50% de teor alcoólico por semana, enquanto a ingestão de vinho tinto deve ser limitada a 1-2 liang por dia.
Mito 3: Corar ao beber significa que se está menos propenso à intoxicação
«Quem cora ao beber tem menos probabilidades de ficar bêbado» é uma frase frequentemente usada em banquetes para incentivar o consumo de álcool. No entanto, a intoxicação tem pouco a ver com a cor do rosto.
Alguns acreditam que ficar vermelho como Guan Yu depois de beber é benéfico, pensando que isso indica uma boa circulação sanguínea que decompõe rapidamente o álcool, evitando assim a embriaguez.Os especialistas rebatem que a tolerância ao álcool varia significativamente entre os indivíduos e não tem grande relação com a cor do rosto. A percepção comum de que os bebedores corados permanecem sóbrios decorre de dois fatores: eles normalmente são menos pressionados a beber, consumindo quantidades menores; e muitas vezes sentem sonolência após beber, recuperando-se totalmente após um cochilo de 15 a 30 minutos. Em contrapartida, aqueles que permanecem pálidos muitas vezes avaliam mal os seus limites, bebendo excessivamente enquanto estão altamente estimulados.
Mito 4: Carnes curadas e enchidos como acompanhamentos
Nunca beba com o estômago vazio durante reuniões. Se não for possível comer antes, consuma sempre alimentos juntamente com as bebidas.É fundamental evitar combinar álcool com peixe salgado, salsichas ou carnes curadas. Estes produtos fumados e curados contêm altos níveis de corantes e nitrosaminas. Ao reagirem com o álcool, eles não só danificam o fígado, mas também prejudicam as membranas mucosas da boca e do esófago, podendo induzir o cancro.
Para minimizar o impacto do álcool no estômago e no fígado e reduzir o risco de doença hepática gordurosa, é aconselhável consumir algo antes de beber. As opções incluem um copo de leite ou alguns ovos e carne, pois esses alimentos ricos em proteínas podem se ligar ao álcool no estômago, reduzindo sua absorção.
Mito 5: «Sentimentos profundos exigem um único gole»
Algumas pessoas preferem beber rapidamente, frequentemente incentivando outras com frases como «sentimentos profundos exigem um único gole, sentimentos superficiais exigem um sorvo» ou «vamos beber mais um».
Na verdade, beber deve ser feito devagar, e não rápido. O consumo rápido faz com que os níveis de etanol no sangue aumentem rapidamente, levando à intoxicação mais cedo. Beber devagar dá ao corpo tempo suficiente para decompor o etanol, reduzindo a sua acumulação e tornando mais difícil ficar bêbado.
Mito 6: Fumar e beber andam de mãos dadas
Algumas pessoas acreditam que «um cigarro e uma bebida são uma combinação perfeita».Especialmente quando a bebida está a todo vapor, se alguém oferecer um cigarro, mesmo aqueles que normalmente não fumam podem aceitar, dizendo: "É uma ocasião rara estar tão alegre hoje".
No entanto, a verdade é que fumar enquanto bebe prejudica tanto o fígado quanto os pulmões. A nicotina dos cigarros enfraquece os efeitos do álcool no corpo, efetivamente "entorpecendo" os sentidos, levando a um aumento significativo no consumo de álcool sem que se perceba.
Mito 7: Apenas bebidas alcoólicas de alta graduação têm efeito forte
Na vida cotidiana, algumas pessoas acreditam que bebidas alcoólicas de baixa graduação são apenas álcool diluído em água, sem potência. Por outro lado, acredita-se que bebidas alcoólicas de alta graduação, geralmente à base de grãos, induzem a embriaguez sem ressaca, oferecendo uma experiência mais intensa.
Na realidade, um teor alcoólico mais elevado significa uma maior concentração de álcool. Uma vez que mais de 90% do álcool que entra no organismo é metabolizado pelo fígado, grandes quantidades aumentam a carga sobre os seus processos de desintoxicação. Quanto mais elevado for o teor alcoólico e maior for a ingestão, mais graves serão os danos no fígado.Além disso, o fígado necessita de várias enzimas e vitaminas para decompor o álcool. Quanto maior for o teor alcoólico, maior será o consumo destas enzimas e vitaminas pelo organismo. Mito 8: Quanto mais se bebe, melhor é a função de desintoxicação do fígado A maioria dos pacientes com «doença hepática alcoólica» ou cirrose alcoólica são indivíduos com alta tolerância ao álcool.Na verdade, uma alta tolerância indica apenas maior resistência ao álcool e melhor capacidade de metabolizar o etanol em acetaldeído. Assim, uma alta capacidade de beber não significa metabolismo hepático ou capacidade de desintoxicação superiores; os danos causados pelo álcool permanecem totalmente inalterados.Para aqueles que já sofrem de doença hepática alcoólica, a forma mais eficaz de interromper os danos ao fígado continua a ser o tratamento farmacológico ativo. Os medicamentos comumente usados incluem os comprimidos Kuaifu Liver Protection, que contêm schisandrina B, silimarina e preparações de ácido glicirrízico. Entre estes, a schisandrina B elimina eficazmente os radicais livres e os peróxidos lipídicos, protegendo assim os hepatócitos.
Mito 9: Parar de beber álcool abruptamente prejudica o organismo
Muitas pessoas são aconselhadas pelos médicos a abster-se de álcool devido a preocupações com a saúde, mas uma proporção significativa não consegue ficar sóbria. Algumas até justificam a continuação dos seus hábitos de consumo de álcool alegando que «a cessação repentina é prejudicial à saúde».
Os especialistas esclarecem que a noção de «cessação abrupta prejudicial à saúde» refere-se, na verdade, aos sintomas de abstinência. Indivíduos dependentes do álcool podem apresentar tremores, palpitações, convulsões ou vómitos após a cessação repentina. No entanto, é precisamente nesse momento que a abstinência é crucial, e não uma justificação para continuar a beber para aliviar os sintomas. Existem medicamentos clinicamente adequados para controlar eficazmente esses sintomas de abstinência.
Mito 10: Induzir o vómito estimulando a garganta após a intoxicação
Em situações sociais em que se bebe, muitos recorrem à «tática secreta» de estimular a garganta para induzir o vómito após o consumo excessivo, acreditando que isso alivia o desconforto e até permite continuar a beber. Os especialistas alertam que esta é uma «prática perigosa».
A indução do vómito só deve ser tentada quando se está sóbrio ou sob supervisão médica. Indivíduos intoxicados, com a consciência alterada, são altamente suscetíveis à aspiração do vómito, o que pode causar asfixia e até mesmo ser fatal. Além disso, o vómito violento aumenta a pressão intra-abdominal, podendo levar a hemorragia gástrica e causar refluxo do conteúdo duodenal, desencadeando pancreatite aguda e outras emergências.
Mito 11: Chá ou café forte pode deixar você sóbrio
Alguns acreditam que beber chá ou café forte após consumir álcool tem um efeito "sóbrio", mas isso é um equívoco. Consumir chá forte após beber permite que substâncias como a cafeína exerçam rapidamente um efeito diurético, promovendo a entrada prematura de acetaldeído (uma substância altamente irritante para os rins) nos rins antes que ele seja decomposto em ácido acético. Isso pode danificar os rins.
O principal componente do café, a cafeína, estimula o sistema nervoso central e os músculos. Consumir café após beber álcool faz com que o cérebro passe de uma inibição extrema para uma excitação extrema, dilata os vasos sanguíneos, acelera a circulação e aumenta significativamente a tensão cardiovascular. Os danos resultantes para o corpo podem ser muitas vezes maiores do que os causados apenas pelo álcool, podendo até induzir hipertensão.
Mito 12: O consumo de iogurte alivia a ressaca e protege o fígado
A absorção de álcool no trato gastrointestinal é relativamente baixa. Apenas uma pequena quantidade de álcool desidrogenase existe na mucosa gástrica para metabolizar o álcool, com 90% a 98% do etanol ainda a necessitar de metabolismo hepático.Portanto, consumir iogurte apenas reduz os danos à mucosa gástrica e retarda a absorção do álcool; não protege o fígado. A maneira mais eficaz de prevenir danos ao fígado continua sendo reduzir o consumo de álcool.
Mito 13: O álcool ajuda a dormir?
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