Como ensinar tolerância às crianças
Encyclopedic
PRE
NEXT
Estudo de caso: Ensinar tolerância às crianças desde cedo
Especialistas em educação parental aconselham que, durante a infância, os pais devem ajudar os filhos a superar preconceitos e aprender a ser tolerantes.
Estudo de caso: A mãe leva a sua filha de menos de quatro anos, Dandan, a uma atividade para pais e filhos organizada pela escola. Quando a professora organiza as crianças em duplas para uma atividade com blocos de construção, Dandan recusa-se a trabalhar com o menino ao seu lado que usa roupas velhas. Ela até franze a testa para a mãe e diz: «Não quero estar no grupo dele. Não gosto das roupas velhas dele.»
Temendo que o menino pudesse ouvir e ter a sua autoestima prejudicada, a mãe de Dandan rapidamente tirou a filha da sala de aula. No corredor, ela repreendeu-a severamente: «Como você pode dizer essas coisas?» Diante disso, Dandan apenas olhou fixamente para a mãe, sem responder.
Análise de especialista: Para crianças da idade de Dandan, demonstrar tal «crueldade» aparente não é nada surpreendente. Elas chegaram a uma idade em que conseguem perceber características nos outros que diferem das suas.Pesquisas indicam que bebés com menos de seis meses podem discernir diferenças raciais e de género; aos três anos, as crianças começam a categorizar as pessoas e a julgar quais grupos são superiores; aos cinco, associam virtudes positivas às suas categorias preferidas; somente aos oito percebem as atitudes da sociedade em relação a diferentes grupos; à medida que amadurecem, aprendem a lidar com os preconceitos sociais e a se envolver em pensamentos racionais.
Como as crianças encontrarão um mundo diversificado à medida que crescem, os pais devem esforçar-se para ajudá-las a superar o preconceito e cultivar a tolerância durante os seus anos de formação.
Métodos para promover a tolerância e superar o preconceito
Abaixo estão várias abordagens que os pais podem usar na vida diária para ajudar as crianças a aceitar as diferenças dos outros e vê-las de forma adequada.
Método 1: O exercício do «limão»
Nesta atividade, o professor dá a cada criança um limão e pede que o explorem. As crianças podem rolar o limão no chão, prová-lo ou cheirar o seu aroma. Depois, todos os limões são colocados numa cesta e as crianças devem identificar aquele com que brincaram anteriormente.Mesmo que alguns limões estivessem sujos, amassados ou com marcas de dentes, as crianças ainda acreditavam que o seu era o melhor. Dica: descasque os limões antes de pedir às crianças que identifiquem o seu – elas não serão capazes de reconhecê-lo. Esta atividade ajuda as crianças a perceber que, embora a aparência das pessoas seja diferente, o seu interior é o mesmo.
Método 2: Analisar características
Ajude as crianças a reconhecerem como são diferentes das outras, por exemplo, por serem mais baixas, um pouco mais pesadas, usarem óculos ou serem menos hábeis no futebol. Compare essas características.
Dica: explique que todos possuem características únicas. Alguns podem perceber os outros como inferiores com base nas diferenças, mas isso não é verdade nem aceitável.
Método 3: Ilustrar com exemplos
Os pais podem usar incidentes da comunidade ou cenas retratadas em filmes como oportunidades educativas para discutir os perigos do comportamento intolerante com o seu filho.
Dica: Durante as viagens, leve o seu filho a museus e exposições, ou admirem juntos características distintivas, como telhados arredondados ou vitrais em edifícios. Incentive a interação social com pessoas de todas as classes sociais.
Quando as crianças enfrentam preconceito
1. Certifique-se de que a segurança da criança não está ameaçada e reforce a sua compreensão de que tais incidentes são errados e serão tratados;
2. Prepare a criança mentalmente para possíveis ocorrências futuras, ensinando-lhe frases como «Por favor, não me chame isso; não é o meu nome».
Quando o seu filho magoa os outros com palavras
1. Intervenha imediatamente, afirmando que tal comportamento é inaceitável e será levado a sério;
2. Ajude o seu filho a compreender por que o preconceito é errado, incentivando-o a considerar as perspetivas dos outros;
3. Dê o exemplo de tolerância de forma consistente em todos os aspetos da vida diária.
Como cultivar a tolerância nas crianças
1. Dê o exemplo
A capacidade de tolerância de uma criança provém principalmente da mãe. As crianças aprendem inicialmente a conduta social com a mãe. Se a mãe for indulgente, magnânima e evitar criticar questões menores, mantendo relações harmoniosas com vizinhos e colegas, a criança imitará a sua abordagem nas interações com os colegas, tornando-se mais tolerante e sociável.Se o seu filho cometer acidentalmente um pequeno erro, como partir um copo, evite usar punições ou culpas como forma de disciplina. Em vez disso, explique que até as mães cometem ocasionalmente erros não intencionais e que ser mais cuidadoso da próxima vez pode evitá-los. Comece por perdoar o erro e, em seguida, oriente o seu filho a compreender o seu erro com um coração indulgente. Isto ensina-lhe que a tolerância é uma abordagem alternativa à crítica e à punição na resolução de problemas.
2. Ensinar a empatia
A empatia envolve considerar o ponto de vista da outra parte durante conflitos — refletir sobre por que ela agiu ou falou de determinada maneira. Dominar isso reduz atritos desnecessários. É como jogadores de xadrez: os iniciantes se concentram apenas nos seus próprios movimentos, mas, à medida que avançam, antecipam as estratégias dos oponentes e planeiam contramedidas.Muitas crianças têm o hábito de ver as coisas apenas da sua própria perspectiva, tendo dificuldade em adotar os pontos de vista dos outros. O remédio para isso é precisamente «colocar-se no lugar do outro». Considerar as coisas da perspectiva da mãe revela que as suas reclamações são bem-intencionadas; ver o papel do professor destaca os seus esforços árduos; e ver a situação dos colegas de turma faz com que se perceba que a maioria dos colegas é simpática, acessível e digna de amizade.Portanto, ensinar as crianças do ensino básico a praticar a transposição psicológica é essencial. 3. Ensinar as crianças a compreender os outros e a reconhecer que todos têm falhas Nada é perfeito; a natureza humana envolve inerentemente falhas e imperfeições. Ao interagir com colegas de turma e amigos, não há necessidade de exigir perfeição ou procurar falhas incessantemente. Em vez disso, procure pontos em comum, respeitando as diferenças, desde que essas falhas não envolvam defeitos de caráter ou comportamento antissocial.Quando se trata das deficiências de um amigo ou das palavras e ações de um colega de turma que está de mau humor, não há necessidade de criticar cada pequena coisa ou exigir justiça e razão em todas as instâncias. Oferecer perdão, tolerância e compreensão mais uma vez não só cultiva um melhor estado de espírito para si mesmo, mas também representa mais um passo à frente no caminho do crescimento pessoal.
Naturalmente, a tolerância não deve ser confundida com medo, fraqueza, conformidade cega ou concordância irracional — essa distinção deve ser claramente explicada às crianças. As mães devem garantir que seus filhos entendam que a tolerância é uma concessão deliberada aos colegas de classe ou amigos após discernir o certo do errado, não um compromisso com os malfeitores ou as más ações. Não há necessidade de tolerância para com aqueles que são maliciosos ou se aproveitam dos outros.
4. Incentive as crianças a interagir com os colegas
Um coração indulgente é cultivado através da interação social. Somente ao se envolver com os outros é que as crianças descobrirão que todos têm falhas e cometem erros, grandes ou pequenos. Aprender a tolerar as deficiências e os erros dos outros é essencial para relacionamentos normais e amigáveis. É através dessas interações que as crianças compreendem verdadeiramente o significado da tolerância e a alegria que ela traz.Como reconhecer as falhas dos outros, celebrar os sucessos dos colegas, ajudar as crianças em dificuldades e aceitar sugestões razoáveis. Essas ações permitem que as crianças façam amizades, compartilhem as conquistas dos outros e promovam o seu próprio crescimento.
Durante essas interações, as mães devem orientar especialmente as crianças a tolerar os colegas que se destacam, aqueles considerados «inferiores» e os seus rivais.As crianças devem ser ensinadas a não invejar os colegas que se destacam, a não zombar daqueles que são considerados «inferiores» e a não antagonizar deliberadamente os rivais. Incentive-as a aprender com colegas exemplares, ajudar aqueles que enfrentam dificuldades e colaborar com os concorrentes.
PRE
NEXT