O segredo entre a intimidade e o banho
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O que motiva as mulheres a tomarem banho com frequência durante a atividade sexual?
Equívoco 1: Prevenir inflamações.
Em relação aos cuidados vaginais, muitas pessoas assumem que uma limpeza completa e lavagens frequentes são infalíveis. Consequentemente, quando a área genital não está seca ou confortável, elas instintivamente recorrem à lavagem. Isso se tornou um hábito para muitas mulheres, com algumas até mesmo praticando duchas vaginais diárias.Mal sabem elas que isso é um equívoco significativo.
Na verdade, a vagina de uma mulher saudável, assim como a boca, abriga naturalmente dezenas de espécies bacterianas. A harmonia é mantida pela presença de «guardiões» vaginais. Os lactobacilos estão entre esses guardiões; eles decompõem o glicogénio das células vaginais em ácido láctico, mantendo uma acidez específica que inibe a proliferação de bactérias patogénicas.
No entanto, os componentes das soluções de ducha — como vinagre, água e agentes antibacterianos — muitas vezes eliminam as bactérias nocivas, ao mesmo tempo que erradicam as bactérias protetoras que salvaguardam o corpo. Isto perturba o ambiente ácido local, impedindo a vagina de manter a sua função de autoproteção. Pior ainda, se o método de ducha for incorreto, os agentes patogénicos podem aproveitar a oportunidade para se infiltrar, viajando profundamente na vagina ou mesmo no útero.
Equívoco dois: prevenir a gravidez.
Algumas pessoas recorrem à ducha vaginal para prevenir a concepção, mas isso é apenas uma ilusão. Após a ejaculação, os espermatozoides podem atravessar o canal cervical e chegar à cavidade uterina em poucos minutos. Quando a mulher faz a ducha meticulosamente, a vanguarda do «exército» de espermatozoides já entrou na cavidade uterina e se estabeleceu.
Equívoco três: prevenir ISTs.
Confiar na ducha vaginal para prevenir ISTs é igualmente uma ilusão. Durante a relação sexual, quando a mulher fica sexualmente excitada, os pequenos e grandes lábios incham, estreitando a abertura vaginal. Os vasos sanguíneos nas paredes vaginais ficam congestionados e a pressão genital aumenta. O impacto e a fricção resultantes podem causar danos microscópicos nos tecidos, criando «pontos de entrada convenientes» através dos quais os agentes patogénicos podem entrar no corpo.
Durante a relação sexual, as glândulas permanecem abertas, tornando-as mais suscetíveis à invasão bacteriana. Consequentemente, se o parceiro masculino tiver uma IST, os agentes patogénicos podem estabelecer-se em poucos minutos no colo do útero, na mucosa vaginal, nas gónadas ou nos tecidos danificados. Assim, tentar prevenir IST através de duchas pós-coitais é fundamentalmente inútil.
Equívoco quatro: eliminar o odor.Algumas mulheres também fazem duchas para eliminar odores. Na realidade, o que muitas pessoas percebem como odor vaginal é simplesmente o cheiro natural da vagina — um sinal de boa saúde que não requer qualquer preocupação. Por outro lado, mesmo que um odor se desenvolva, a ducha por si só é ineficaz. Ela apenas proporciona um alívio temporário do odor; sem tratar a causa subjacente, o odor retornará rapidamente.
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