A alimentação inadequada de bebés pode levar à gastroenterite; a prevenção da desidratação é crucial
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A gastroenterite pediátrica é uma doença comum do trato digestivo. Bebés e crianças pequenas possuem funções gastrointestinais relativamente subdesenvolvidas e baixa resistência a infeções externas, tornando-as suscetíveis a doenças mesmo com um pequeno desconforto. Quais são os fatores normalmente associados à gastroenterite pediátrica? 1. Infeções intestinais causadas por bactérias e vírus, particularmente Escherichia coli patogénica, que é o principal agente causador.O uso inadequado e excessivo de antibióticos quando uma criança está doente também pode levar à invasão fúngica do trato gastrointestinal. 2. Doenças fora do trato gastrointestinal, como inflamação do trato respiratório superior, pneumonia, nefrite ou otite média, podem reduzir a secreção de enzimas digestivas e aumentar a motilidade intestinal devido à febre e à absorção de toxinas bacterianas.
3. Práticas inadequadas de alimentação infantil — alimentação excessiva, alimentação insuficiente, introdução prematura de alimentos ricos em amido ou gordura, mudanças bruscas na dieta ou desmame repentino — podem desencadear diarreia.
4. Flutuações climáticas, como frio excessivo, que aumenta a motilidade intestinal, ou calor excessivo, que reduz a secreção de ácido gástrico e enzimas digestivas, também podem induzir gastroenterite aguda.
Cinco sinais de alerta da gastroenterite pediátrica
1. Diarreia: O início é repentino, com náuseas e vómitos frequentes, dor abdominal intensa e fezes aquosas frequentes. Estas podem conter alimentos não digeridos, pequenas quantidades de muco ou mesmo sangue.
2. Febre: Frequentemente acompanhada de febre, dor de cabeça, mal-estar geral e vários graus de sintomas tóxicos.
3. Náuseas e vómitos: vómitos intensos e diarreia podem levar à desidratação, acidose ou até mesmo choque.
4. Cólicas abdominais e sensibilidade: os sinais físicos são frequentemente sutis, com sensibilidade na parte superior do abdómen e ao redor do umbigo. Não há rigidez muscular ou sensibilidade ao rebote, e os ruídos intestinais são frequentemente hiperativos.
5. Perda de apetite e inquietação.
5. Perda de apetite, irritabilidade e inquietação.
Tratamento da gastroenterite pediátrica
1. Assegurar a reposição adequada de líquidos para prevenir a desidratação
Monitorizar os sinais de desidratação: redução da produção de urina (menos mudanças de fraldas em bebés), choro seco sem lágrimas, pele seca e sem elasticidade, fontanela encovada em bebés.Independentemente da administração de fluidos intravenosos, compre uma solução eletrolítica especializada para diarreia para a criança beber como água. Os fluidos intravenosos tornam-se essenciais quando a consciência diminui ou a desidratação é grave. No entanto, a terapia de reidratação oral continua a ser altamente eficaz. Bebidas ricas em açúcares simples, como refrigerantes ou sumos de fruta, não são recomendadas para crianças com menos de cinco anos, pois podem exacerbar a diarreia.Se não houver soluções específicas de reidratação oral disponíveis ou se estas forem intragáveis, pode-se usar água fervida pura. Quando indicado, podem-se usar sondas nasogástricas para administrar fluidos às crianças. 2. Considerações dietéticas e continuação da amamentação Os bebés amamentados devem continuar com a sua rotina alimentar habitual.Os bebés alimentados com fórmula devem retomar a alimentação com fórmula imediatamente após a reidratação com TRO. Inicialmente, tente preparar uma fórmula com metade da concentração (ou seja, diluída até metade da concentração). Se a diarreia persistir por mais de 3 a 7 dias, pode ser necessário mudar para uma fórmula sem lactose (fórmula infantil especializada para diarreia, disponível comercialmente) sob orientação médica.
3. Anti-eméticos
Os medicamentos anti-eméticos podem ajudar no tratamento do vómito pediátrico, mas devem ser administrados estritamente de acordo com as orientações médicas. O ondansetron demonstra eficácia prática, com uma dose única reduzindo a necessidade de fluidos intravenosos, hospitalização e episódios de vómito. No entanto, o seu uso pode estar associado a um risco aumentado de readmissão em crianças.Se clinicamente indicado, o ondansetron intravenoso pode ser administrado por via oral. A metoclopramida pode revelar-se eficaz.
4. Antibióticos Os antibióticos não são prescritos rotineiramente para gastroenterite. No entanto, o seu uso é recomendado em casos de sintomas particularmente graves ou quando bactérias suscetíveis são identificadas e há suspeita de infecção bacteriana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o tratamento com antibióticos para crianças que apresentam fezes com sangue e febre.
5. Agentes antidiarreicos
Os agentes antidiarreicos não devem ser administrados a crianças, pois podem representar riscos. Embora a experiência clínica sugira que a probabilidade seja baixa, esses agentes teoricamente apresentam risco de complicações e não são recomendados para diarreia acompanhada de sangue nas fezes ou febre.A loperamida, um análogo opióide, é comumente usada para o alívio sintomático da diarreia. No entanto, ela não é adequada para crianças, pois pode atravessar a barreira hematoencefálica imatura, causando toxicidade. A gastroenterite pediátrica é consideravelmente mais complexa do que a gastroenterite em adultos; a consulta médica é essencial.
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