Três equívocos comuns sobre o champô
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O mercado contemporâneo de champôs caracteriza-se não só por uma infinidade de marcas, mas também por diversas táticas promocionais. Alguns fabricantes recorrem a publicidade exagerada ou enganosa, criando equívocos significativos entre os consumidores. Estes manifestam-se principalmente nas seguintes áreas:
I. A alegação botânica
Atualmente, alguns champôs botânicos no mercado não se afastam totalmente da categoria de champôs químicos. Isto porque a extração de surfactantes iônicos das plantas exige tecnologia e equipamentos altamente especializados, com o processo de refinamento e concentração incorrendo em custos surpreendentemente altos — aproximadamente dez vezes o preço de varejo do produto.Consequentemente, os surfactantes responsáveis pela limpeza nesses produtos são, em grande parte, sintetizados quimicamente. Alguns champôs comercializados como «à base de plantas» não contêm ingredientes vegetais reais, dependendo exclusivamente de fragrâncias ou corantes derivados de plantas para atrair os consumidores.
II. A alegação de remoção da caspa
A caspa é causada por fungos. Os champôs que contêm ZPT (compostos de zinco) podem eliminar esses fungos e remover a caspa. Isto porque a caspa fúngica se forma quando o sebo se mistura com a sujidade e é afetado por fungos; o ZPT é realmente eficaz contra este tipo de caspa.No entanto, este tipo de caspa é relativamente raro. A maioria da caspa provém da descamação de células mortas da camada superficial do couro cabeludo, aparecendo como flocos semelhantes a neve. Este é um processo metabólico natural do corpo humano.A utilização de champôs anticaspa com ZPT disponíveis no mercado contra este tipo de caspa não só não a elimina completamente, como pode até aumentá-la. Isto ocorre porque, embora o ZPT mate os fungos, também danifica as células normais do tecido do couro cabeludo, levando à descamação excessiva da pele morta.
III. O mito dos óleos de champô
Atualmente, alguns champôs contêm surfactantes aniônicos como agentes de limpeza. No entanto, o uso prolongado levou as pessoas a acreditar que os óleos capilares mais eficazes pertencem à categoria de surfactantes catiônicos. A mistura desses dois tipos desencadeia reações químicas, impedindo que ambos funcionem de maneira ideal. Consequentemente, os consumidores costumam ficar profundamente decepcionados com os resultados dos óleos de champô.
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