Uma placenta baixa ainda pode resultar em um parto natural?
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Quando se discute o parto natural, os seus benefícios geralmente vêm à mente primeiro — ajudar os recém-nascidos a estabelecer a respiração autónoma e facilitar uma recuperação pós-parto mais rápida para as mães. No entanto, nem todas as gestantes são adequadas para o parto natural, como aquelas com placenta baixa. Por que isso acontece? Vamos explorar. O ultrassom (principalmente o ultrassom transvaginal) permite uma avaliação mais precisa da relação entre a borda da placenta e o orifício cervical interno.
Após 28 semanas de gestação, se a placenta se fixar ao segmento uterino inferior — com a sua borda inferior atingindo ou cobrindo o orifício cervical interno — e ficar abaixo da parte apresentada do feto, isso é denominado placenta prévia. A placenta prévia constitui uma complicação grave no final da gravidez e é uma causa comum de hemorragia grave durante o final da gravidez e o trabalho de parto. Ao diagnosticar a placenta prévia por meio de ultrassom, deve-se prestar muita atenção à idade gestacional.Durante o período médio da gravidez, antes das 28 semanas, a placenta ocupa metade da área da parede uterina, aumentando assim a probabilidade de proximidade ou cobertura do orifício interno. No final da gravidez, após as 28 semanas, a placenta ocupa apenas um terço a um quarto da área da parede uterina. A formação e expansão do segmento uterino aumentam a distância entre o orifício interno e a margem placentária, permitindo que uma placenta originalmente no segmento uterino ascenda com o corpo uterino e assuma uma posição normal.
Uma placenta baixa aumenta o risco de hemorragia e é inadequada para o parto vaginal.
Consequentemente, muitos estudiosos defendem que, se o pré-posicionamento placentário for detectado durante a ecografia no meio da gravidez, não deve ser diagnosticado como «placenta prévia», mas sim denominado «estado de pré-posicionamento placentário». Os exames de ecografia devem ser repetidos aproximadamente a cada quatro semanas, sendo necessária uma revisão mais precoce se ocorrer sangramento vaginal, permitindo uma intervenção médica oportuna e adequada.Se for diagnosticada placenta prévia, mas sem sangramento vaginal ou apenas com sangramento mínimo, a gravidez deve ser prolongada até 36 semanas, sempre que possível, desde que a segurança da mãe seja garantida.Após 35 semanas de gestação, a frequência das contrações uterinas fisiológicas aumenta, levando a um aumento acentuado nas taxas de sangramento associadas à placenta prévia e a riscos elevados para a mãe e o feto. Portanto, às 36 semanas, os médicos avaliarão a maturidade pulmonar fetal e, quando apropriado, procederão a uma cesariana para interromper a gravidez.
A cesariana permite o parto rápido do feto, seguido da expulsão imediata da placenta. As contrações uterinas são intensificadas com agentes tocolíticos, permitindo a visualização direta do sangramento no local de separação da placenta no segmento uterino inferior. Isso facilita a hemostasia precisa por meio de medicação ou intervenção cirúrgica, prevenindo hemorragias intraparto e pós-parto.
Nota do editor: Todas as mães esperam um parto vaginal natural para trazer um bebé saudável ao mundo. No entanto, nem todas as mães são adequadas para o parto vaginal. Para aquelas com placenta baixa, o risco de hemorragia durante o parto aumenta, levando os médicos a preferir a cesariana para mitigar o perigo.
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