Os diabéticos podem comer cerejas?
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Pessoas com anemia podem se beneficiar do consumo de cerejas para complementar a ingestão de ferro. Mas os diabéticos podem comer cerejas? Vamos explorar isso mais a fundo. I. Valor nutricional das cerejas: As cerejas possuem um valor medicinal significativo. A deficiência desses elementos pode levar a problemas de saúde correspondentes: a deficiência de ferro causa anemia, a deficiência de vitamina A resulta em pele seca e a deficiência de vitamina C pode causar sangramento nas gengivas.A medicina tradicional chinesa documenta extensivamente as propriedades medicinais das cerejas: de sabor doce e levemente adstringente, elas regulam o queimador médio e revigoram o qi. O consumo regular melhora a tez e a clareza mental. Elas também tratam síndromes de deficiência, reabastecem a energia vital e hidratam a pele.
Todas as partes da cerejeira — raízes, folhas, ramos, frutos e caroços — são medicinais. O fruto, de natureza quente e sabor doce, regula o queimador médio, beneficia o baço, harmoniza o qi, revigora a circulação sanguínea e acalma o calor do fígado. Os caroços, de natureza neutra e sabor amargo e picante, promovem a erupção cutânea e desintoxicam. As cerejas também estimulam a regeneração da hemoglobina, oferecendo benefícios significativos para pacientes anémicos.Consequentemente, os textos médicos tradicionais chineses ao longo da história classificaram as cerejas como uma erva medicinal superior. Inúmeras fórmulas terapêuticas utilizam cerejas: na antiguidade, as cerejas eram seladas em frascos herméticos e enterradas no solo durante um ano, onde se liquefaziam. Durante epidemias de sarampo, este líquido era administrado às crianças para prevenir a infeção.
Análises indicam que as cerejas contêm 9,9 g de açúcar por 100 g, com um índice glicémico de 22. Os seus principais benefícios incluem a redução da pressão arterial e dos níveis de açúcar no sangue, ao mesmo tempo que protegem o trato gastrointestinal. As cerejas são ricas em antocianinas, que reduzem eficazmente os níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos.
Esta fruta doce e ácida contém uma substância química que promove a secreção de insulina. Conhecida como antocianina, este composto natural dá às cerejas a sua cor vermelha viva. A antocianina também proporciona o mecanismo de coloração de outras frutas, vegetais e flores vermelhas, azuis e roxas brilhantes. O consumo de frutas que contêm esta substância química pode reduzir a incidência de doenças cardíacas.
II. Investigação sobre cerejas e prevenção da diabetes:
1. Apresentações na conferência Experimental Biology em San Diego, Canadá, indicaram que o consumo de cerejas ácidas pode ajudar a prevenir doenças cardíacas e diabetes. Estudos em ratos demonstraram que o pó de cereja ácida reduziu a inflamação, os níveis de gordura corporal, o ganho de peso e os níveis de colesterol no sangue em roedores.
2. Investigadores da Universidade de Michigan extraíram recentemente antocianinas de cerejas e testaram os seus efeitos nas células pancreáticas responsáveis pela produção de insulina, isoladas de roedores. A exposição às antocianinas aumentou a produção de insulina por estas células em 50%.Num caso, a exposição à antocianina mais potente quase duplicou a produção de insulina. Durante o estudo, investigadores do Centro Cardiovascular da Universidade de Michigan misturaram pó de cereja ácida numa dieta rica em gordura.Durante o estudo, os investigadores observaram que os ratos que consumiram a dieta enriquecida com pó de cereja ganharam menos peso do que aqueles que seguiram a dieta padrão. Além disso, a inflamação associada a doenças cardíacas e diabetes foi significativamente reduzida e os níveis de colesterol foram mais baixos em comparação com o grupo de controlo.
Os resultados são encorajadores, embora sejam necessários mais ensaios em animais e humanos antes de recomendar esta abordagem para o tratamento da diabetes. As antocianinas não são exclusivas das cerejas; também se encontram em uvas vermelhas, morangos, mirtilos, vegetais, vinho, sidra e chá. No entanto, o efeito promotor de insulina mais potente provém das antocianinas das cerejas.
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